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2017

 

Num espaço branco, as manchas do corpo deixam lugares vazios onde se anuncia uma espécie de solidão. É a ausência do corpo inteiro que murmura a sua solidão. Um lugar que mostra o adorno para se esconder. Onde está o chão do corpo, se o corpo é só suporte onde se expõem outros sentidos? Há um eclipse quando a matéria excessiva dos artifícios esconde a luz da alma.

Rui Miguel Fragas (Professor de Filosofia/Escritor), 2017